Criança tem parte do dedo arrancado por piranha em lago no sul de Goiás

 


Hospital da cidade informou que outras três pessoas foram atendidas com ferimentos causados pelos animais no final de semana. Bióloga alerta que alimentos ou ferimentos podem atrai-los.


O estudante Halrison Filho, de 10 anos, teve parte de um dedo do pé arrancado por uma piranha enquanto nadava no Lago das Brisas, em Buriti Alegre, no sul de Goiás. Segundo a mãe de garoto, a dona de casa Izadora Cristina Pires Silva, o ataque assustou toda a família e aconteceu logo após eles chegarem ao local.

“Em menos de dois minutos, ele saiu da água gritando e batendo os braços. Quando vi o pé dele fora da água, tomei um susto”, contou a mãe.
Segundo ela, a filha caçula, de 4 anos, estava indo atrás do irmão quando o garoto saiu da água. Ele chegou a puxá-la pela mão na direção contrária da água enquanto corria para os pais com o dedo machucado.

“Fiquei pensando que se ela tivesse chegado na água, tinha ficado sem o dedo, porque ela é menorzinha”, completou a mãe, aflita.

De acordo com a mãe, tudo aconteceu na tarde de sábado (30). A família alugou um espaço para passar o final de semana no lago depois de muito tempo sem sair para um passeio como esse por causa da pandemia. No entanto, ela contou que ficaram poucos minutos até o acidente acontecer, quando foram embora imediatamente.

Como o pai das crianças é enfermeiro em um hospital em Itumbiara, também no sul goiano, a família decidiu levá-lo direto à unidade de saúde em que ele trabalhava para facilitar o socorro. Ele foi liberado após ser atendido e levar alguns pontos para fechar o ferimento.

Izadora contou que não foi avisada de nenhuma forma sobre o risco que estavam correndo, que não havia qualquer placa no local informando sobre o perigo de ataque de piranhas na área.

A reportagem não conseguiu contato dos responsáveis pelo local para pedir um posicionamento sobre a falta de orientação.

A Prefeitura de Buriti Alegre informou, por meio de nota, que "a pesca predatória com arpão do tucunaré, que é responsável pela contenção dos cardumes de piranhas", tem contribuído para dificultar o controle da população de piranhas.

Outro problema identificado pela administração é que alimentos são deixados às margens do lago por visitantes, o que atrai os animais.

A administração municipal informou ainda que "estuda meios para controlar a superpopulação de piranhas e pede à população que evite a pesca predatória no lago e que proceda a correta destinação do lixo".

A Santa Casa de Misericórdia de Buriti Alegre informou à TV Anhanguera que, só no final de semana, três pessoas foram ao local com ferimentos causados por piranhas.

A bióloga Luana Borboleta afirmou que esses animais são atraídos pelo cheiro de alimento no local. Esta época é conhecida por ser o período de reprodução da espécie, mas, de toda forma, ela considera que pode ser perigoso nadar em locais com a presença desses peixes – mesmo que não estejam se reproduzindo.



Fonte: G1