Mulher morre após ser atirada de ônibus de transporte coletivo em Goiânia

 


A esteticista Nayara Núbia Mendes de Oliveira, de 33 anos, morreu depois de ser arremessada de um ônibus de transporte coletivo em Goiânia. O acidente aconteceu no setor Rodoviário em 29 de janeiro. A mulher chegou a ficar internada, passou por cirurgia, mas morreu na última quinta-feira (4).

O microempresário Weber Batista Mendes, irmão de Nayara, conta que a esteticista voltava para casa após terminar o atendimento de uma cliente quando o acidente aconteceu. Testemunhas teriam relatado aos familiares que Nayara estava perto da porta de entrada do ônibus quando ela foi aberta pelo motorista com o veículo ainda em movimento, o que fez com que a mulher se desequilibrasse e caísse fora do veículo.

“O ônibus estava cheio, e por isso ela estava próxima à porta do motorista, ainda não havia passado pela catraca. As pessoas que estavam no ônibus contam que ainda estava longe do ponto quando a porta abriu com o ônibus em movimento”, conta.

Com a queda, a mulher teria batido com a cabeça no chão. Passageiros que estavam no transporte coletivo ligaram para o Corpo de Bombeiros e também para a família de Nayara. A esteticista foi socorrida e levada para o hospital para o Hospital Monte Sinai. Com uma hemorragia na cabeça, foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage Siqueira, onde passou por cirurgia na mesma noite.

“Na queda, ela bateu a testa no chão e ficou um hematoma enorme na cabeça. Quando chegou no hospital, os médicos constataram a hemorragia e já sedaram ela, e desde então ela estava em coma”, conta o irmão de Nayara.

Na quinta-feira (4), a mulher teve uma piora em seu quadro de saúde e teve morte encefálica. O corpo de Nayara foi sepultado e enterrado na sexta-feira (5) no Cemitério Jardim da Saudade. Ela deixa o marido e uma filha de 11 anos.

Doação de órgãos

A família relata que os órgãos de Nayara foram doados para atender a uma vontade da própria esteticista e também da mãe dela. Um irmão de Nayara ficou por sete anos na fila de transplantes aguardando um rim. Foram doados coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas e córneas de Nayara, beneficiando pelo menos dez pessoas.

“Ela sempre gostou muito de ajudar os outros e fazia de tudo pelas pessoas. E assim foi até a sua morte. Ela já havia manifestado o desejo de doar os órgãos e nós atendemos essa vontade dela”, diz.

Fonte: Uol