Fanáticos religiosos incendeiam barraca de ´mãe de santo´ que vendia acarajé no Rio

 


A Barraca do Acarajé, em Ponta Negra, de Mameti Ynguerecy, foi incendiada. Conhecida como Mãe Enoia, sacerdotisa do Candomblé e Catimbó, Mameti oferece no local uma comida afro-brasileira. Não é a primeira vez que ela sofre um ataque. Em dezembro de 2020, a barraca foi assaltada.

Tudo leva a crer que foi um incêndio criminoso. É que até as garrafas de azeite de dendê foram retiradas da geladeira e colocadas no chão, ao lado de fora da barraca. Toda a estrutura da barraca foi comprometida. A queixa foi registrada na 82 DP, de Maricá.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa presta assistência para Mãe Enola Como se sabe, as baianas, de forma geral, são agredidas por causa da intolerância.

O Fórum estadual de Secretários e Dirigentes de Cultura do Rio enviou uma carta se solidarizando com a dona da barraca. No ano de 2014, o então ministro Gilberto Gil, registrou o ofício da baiana, que e passou a integrar o Patrimônio Cultural Brasileiro.

Fonte: Blog da Cidadania