Preço do óleo de soja praticamente dobrou em 12 meses e tendência é que continue pesando no orçamento

 


Quem vai ao supermercado já percebeu há algum tempo: o preço do óleo de soja disparou nas prateleiras.

De acordo com monitoramento realizado pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o produto acumula inflação, no Brasil, de 87,5% nos 12 meses encerrados em fevereiro.

Só no estado de São Paulo, por exemplo, o preço médio da garrafa de 900 ml subiu de menos de 3 reais e 90 centavos, em fevereiro do ano passado, para 7 e 45 no segundo mês deste ano. Quase o dobro do valor.

Mas por quê?

Dois principais fatores ajudam a explicar a disparada nos preços: a cotação da soja no mercado externo e dólar alto.

Globalmente falando, a demanda pelo grão está aquecida e a procura pelo produto é maior do que a produção. É a chamada lei da oferta de da procura. Quando a procura é maior do que a oferta, os preços sobem,

Além disso, o real está desvalorizado frente ao dólar. A soja é cotada em dólar e o preço praticado no Brasil acompanha a variação da moeda. Com o dólar alto, as operações que envolvem o grão ficaram mais caras e o produtor acaba repassando esse custo extra para os produtos finais derivados da soja, entre eles, o óleo de cozinha.

Assim tendência é que o produto, tão demandado na cozinha do brasileiro, continue pesando no orçamento.

Especialistas avaliam que, no cenário atual, o preço do óleo de soja só cairia se a cotação do dólar recuasse, o que não deve acontecer no curto prazo.