Mais de 5 milhões de crianças e jovens brasileiros ficaram fora da escola na pandemia

 


Brasil tem CINCO MILHÕES 100 mil crianças e adolescentes, entre SEIS E 17 anos fora da escola sem aulas durante a pandemia.

O alerta foi feito na quinta-feira pelo Unicef – fundo das Nações Unidas para a infância, com base em pesquisa realizada em parceria com o Centro de Estudos para Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Os números representam quase 14 POR CENTO dos estudantes dessa faixa etária e significam retrocesso ao patamar de duas décadas atrás.

No ano passado, quando o país se adaptava para aulas online, em novembro eram UM MILHÃO E MEIO de crianças não matriculadas em escolas.

Outros TRÊS MILHÕES 700 mil estudantes matriculados não conseguiam acessar as atividades escolares em casa.

Especialistas consideram que a quebra do vínculo com a escola física contribui para o abandono dos estudos.

Os mais afetados pela falta de matrículas estão entre SEIS E 10 ANOS, enquanto antes da pandemia a escolarização era praticamente universalizada nessa faixa.

Outro dado preocupante é que 17 POR CENTO de jovens entre 15 e 17 anos não tiveram acesso aos estudos no ano passado.

Um grande risco de deixarem as escolas em busca do mercado de trabalho.

A pesquisa mostrou que as regiões mais pobres têm mais alto índice de exclusão.

Neste caso, segundo o IBGE, áreas rurais das regiões Norte e Nordeste são as mais atingidas.

E os mais prejudicados são crianças indígenas, pretas e pardas.